Teatro Putz

Programação em família. Confira a curadoria que preparamos para este fim de semana

SUGESTÃO DE PROGRAMAÇÃO PARA FAMÍLIAS NO FIM DE SEMANA 5 E 6 DE MAIO 

 

CENTRO DRAGÃO DO MAR DE ARTE E CULTURA

 

Espetáculo: Putz, a menina que buscava o sol

A partir do texto de Maria Helena Kühner, autora nascida em Minas Gerais e com uma escrita demarcada pela criação artística de cunho social e político, a peça traz a história de Putz, uma menina que resolve buscar o sol, que tem todas as cores, pra não ser da cor que as pessoas querem que ela seja. A peça reforça essa ideia numa trajetória lúdica da menina em busca de si mesma e traz nas cores a metáfora das próprias experiências. O mais novo espetáculo que integra o repertório da Companhia Prisma de Artes surgiu de uma parceria com a diretora Herê Aquino, pois era desejo do grupo conhecer um pouco mais de sua pesquisa sobre o teatro ritualístico que investiga o cruzamento de linguagens artísticas no teatro visando, sobretudo, o próprio ato teatral e o encontro/rito entre ator e espectador.

 

SERVIÇO: 
temporada de Arte Cearense / Programa Teatro Infantil
Cia. Prisma de Artes
Local: Teatro Dragão do Mar
Dias:
05/05/18 às 17h00
06/05/18 às 17h00
Ingressos: Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).
Classificação: Livre

 

 

Brincando e Pintando no Dragão



Sob a orientação de monitores, uma série de jogos, pinturas, brincadeiras e outras atividades são oferecidas às crianças. Em janeiro, a programação traz ainda oficina, teatro de bonecos e muito mais.

 

SERVIÇO:
Local: Praça Verde
Dias: 06/05/18 às 16 horas
Acesso Gratuito
Classificação: Livre
Foto: Luiz Alves /Divulgação

 

 

Espetáculos de Circo "Solamante" e "Palafita"

Solamante é uma experimentação infinita do artista Alysson Lemos, um mergulho na dramaturgia circense e na poética do palhaço. O número explora as técnicas de malabarismo e equilíbrio sob a perspectiva da bufonaria moderna, em um enrendo de desvios que tem no jogo com público a principal chave para encenação.

 

O espetáculo "Palafita" do Grupo Fuzuê consiste em um espetáculo cênico que envolve as linguagens do circo e da dança e integra o repertório de trabalhos artísticos do Grupo Fuzuê, que, em 2018, completa doze anos de atividades continuadas. A montagem surgiu a partir de uma proposição imagética investigada no processo pratico da técnica do mão a mão, modalidade circense específica dos equilíbrios e da acrobacia que explora, por meio do contato entre os corpos, as possibilidades de ocupação do espaço em que circulam e a construção de novas formas dentro dele.

 

 

SERVIÇO:
Temporada de Arte Cearense / Programa de Circo Experimental 
Local: Teatro Dragão do Mar
Dias: 09/05/18 às 20h
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).
Classificação: Livre

 

CAIXA CULTURAL FORTALEZA

 

Exposição Êxodos

Premiado internacionalmente, Salgado é considerado um dos maiores talentos da fotografia mundial pelo teor social em seu trabalho. Para chegar ao resultado de Êxodos, ele viajou durante seis anos, por 40 países, para mostrar a humanidade em trânsito, provocando uma reflexão sobre as questões políticas, sociais e econômicas de pessoas que foram obrigadas a deixar a sua terra natal. A mostra estará aberta para visitação gratuita de terça-feira a sábado, das 10h às 20h e domingo, das 12h às 19h.

 

Êxodos é uma história reveladora, que retrata pessoas que abandonam a terra natal contra a própria vontade. Em geral, elas se tornam migrantes, refugiadas ou exiladas, compelidas por forças que não têm como controlar, fugindo da pobreza, da repressão ou das guerras. “Mais do que nunca, sinto que a raça humana é somente uma. Há diferenças de cores, línguas, culturas e oportunidades, mas os sentimentos e reações das pessoas são semelhantes”, define Salgado.

 

A coleção com 60 pôsteres que compõe essa exposição foi doada por Lélia Wanick e Sebastião Salgado ao Instituto Terra, ONG ambiental que o casal fundou em 1998, em Aimorés (MG). Êxodos já esteve em cartaz em cidades como Salvador, Recife, Curitiba e Brasília.

 

Na mostra, o visitante poderá conferir as fotografias divididas em cinco temas centrais: África; Luta pela Terra; Refugiados e Migrados; Megacidades; e Retratos de Crianças. São imagens impactantes que retratam a fuga de migrantes, refugiados e pessoas deslocadas em diferentes pontos do mundo; a tragédia sem paralelo da África; o êxodo rural, o conflito de terras e a urbanização caótica na América Latina; imagens das novas megalópoles asiáticas e, em cada uma dessas situações extremas, o registro daquelas que, mesmo envoltas no caos, mantêm viva a chama da esperança e da dignidade humana: as crianças.

 

SERVIÇO:
Data: 20/03/2018 a 20/05/2018
Horário: terça-feira a sábado, das 10h às 20h | domingo, das 12h às 19h
Local: Galerias I e II
Entrada Gratuita

Lágrimas de São Pedro

Lágrimas de São Pedro chega a Fortaleza em 21 de março, um dia após a data em que se comemora São José, Padroeiro do Ceará e santo que traz a crença popular para o sertanejo de que, se não chover em 19 de março, é sinal de pouca chuva na estação. A exposição também chega às vésperas do Dia Mundial da Água (22), data em que são promovidas ações de conscientização sobre o uso responsável do líquido mais sagrado do universo.

 

A instalação artista baiano Vinícius S.A é composta por cerca de 4 mil “lágrimas” formadas por bulbos de lâmpadas cheios d’água presos por fios de nylon ao teto em diferentes alturas e iluminações específicas.

 

“Proponho nesse trabalho a criação de um ambiente onde o espectador penetra, envolvendo-se espacialmente com a obra, possibilitando a interação entre arte e fruidor de maneira mais abrangente. Neste caso, é como se tivéssemos o poder de pausar a chuva, uma chuva de gotas grandes, limpas, transparentes e leves, e com isso poder contemplar sua beleza, seu poder, seu símbolo, sua necessidade”, afirma Vinícius.

 

SERVIÇO
Data: 21/03/2018 a 06/05/2018
Horário: terça-feira a sábado, das 10h às 20h | domingo, das 12h às 19h
Local: Galeria Multiuso
Classificação: Livre
Entrada Gratuita
Endereço: Av. Pessoa Anta, 287, Praia de Iracema
Acesso para pessoas com deficiência
Paraciclo disponível no pátio interno

 

 

MUSEU DO CEARÁ

 

O sertão das Rabecas

A exposição apresenta ao público o universo cultural dos rabequeiros e luthiers cearenses que sobrevivem da sua arte. Fruto de extenso trabalho do pesquisador e também curador da exposição Gilmar de Carvalho, a exposição celebra e problematiza o Patrimônio Cultural Imaterial cearense presente nos saberes das rabecas. Que bacana mostrar essa história às crianças, não é?!  Os rabequeiros eram geralmente pessoas que lidavam com a agricultura em seu dia-a-dia. Em entrevista ao jornal O POVO, o pesquisador  afirmou: "Gente que cultivava a terra dos outros em troca de parte da colheita. Um regime bem medieval, como se vê. Tinham em comum o amor à música, o improviso, o desejo de alegrar o sertão. Uns têm domínio da lutheria, adquirida por meio da feitura de telhados, aviamentos de casas de farinha, de móveis. A maior parte era formada por tocadores de rabecas", enumera. 

 

 

SERVIÇO:
Visitação de terça-feira a sábado, das 09 às 17h
Entrada gratuita


CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE 

 

Programa Criança e Arte
14h – Contação de Histórias “Nos braços, do teu abraço”
Você sabia que o dia do abraço é comemorado no dia 22 de maio? Tem gente que adora abraçar, tem gente que tem vergonha... Nesse mundo cheio de gente grande e miúda, o abraço é uma demonstração de afeto. Quantos braços cabem em um abraço? Nessa contação de histórias, vamos compartilhar afeto e embalar sentimentos. Adivinha, adivinha... O que acontece quando as cores se abraçam?
SERVIÇO:
Classificação indicativa: livre.
Tempo: 50 minutos.
Entrada gratuita

 

 

15h – Espetáculo Borboletário
Borboletário conta a história do nascimento de um ser alado e suas descobertas de criança. Uma narrativa poética, acerca do nascer e transformar, sobre a natureza e o sonho, direcionada para a primeira infância e contada a partir do jogo teatral entre o ator e seus pequenos e grandes espectadores.

 

SERVIÇO:
Teatro para bebês
Grupo Zepelim Conte Outra Vez  (Fortaleza/CE), e atuação de Well Fonseka.
Entrada: gratuita
Tempo: 25 minutos.
Classificação: livre. 

 

16h – Passeio no Trenzinho da História com o Bode Ioiô.
As crianças e seus responsáveis adultos passearão pelas ruas e avenidas do Centro Histórico de Fortaleza. Em um veículo do tipo trenzinho, os participantes terão a oportunidade de conhecer um pouco da história ao passar por praças, monumentos e equipamentos da cidade. O Trenzinho da História conta com a ilustre participação do Bode Ioiô.

 

SERVIÇO:
Classificação indicativa: livre. 
Participação: gratuita
50 vagas.
Observação: Permitida apenas 1 adulto por criança. 

 


PROGRAMAÇÃO FORTALEZA AZUL

Olha, que bacana! Hoje será o lançamento do projeto "FAZ Encanta - para crianças" que tem como objetivo principal falar sobre autismo, respeito às diferenças e inclusão através da contação de histórias infantis. A primeira história contada será "TEAguinho e da DoroTEA em: seu respeito FAZ a diferença". Muito bom! Importante Para todas as crianças! 

 

 

SERVIÇO:
RiHappy do Shopping RioMar Fortaleza (Papicu)
Horário: a partir das 15h

 

A INCRÍVEL MÁQUINA DE LIVROS

 

A Incrível Máquina de Livros estaciona em Fortaleza para trocar livros antigos por novos. Basta colocar um exemplar usado na máquina, esperar mágica acontecer dentro do equipamento e receber um livro novo. As trocas de livros antigos por novos são gratuitas. A máquina tem capacidade de trocar até mil livros por dia. Cada um pode colocar até no máximo três livros. O projeto é capitaneado pela Infinito Cultural.

 

SERVIÇO:
Dias:  5 e 6 de maio, sábado e domingo respectivamente, das 14h às 20 horas e dia 7 de maio, segunda-feira, das 9h às 18 horas.
Local:  Praça Martins Dourado, na rua Bento Albuquerque, s/nº, bairro Cocó. 

 

FEIRINHAS PELA CIDADE

 

FEIRA MANA A MANA -Feira de mulheres artistas

Hoje será realizada a 5° edição da Feirinha MANA A MANA, especial Mães Empreendedoras. Serão 21 mães trabalhando, jogando para o mundo os seus dons, podendo contar com rede de apoio, conversando sobre assuntos diversos que nem todas nós, as Manas mães, estamos a par. Muita interação e bate-papos bacanas sobre empreendedorismo materno.

 

SERVIÇO:
5ª Edicão Mana a Mana
Imagem Brasil Galeria
Endereço: Rua Rocha Lima, 1707, Aldeota.

FUXICO NO DRAGÃO



Feirinha diferenciada que reúne, a cada edição, vinte expositores de produtos criativos em design, moda e gastronomia.
SERVIÇO:
Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
Local: Arena Dragão do Mar
Dia: 06/05
Horário: às 16 horas 
Acesso Gratuito

 

 

DICA ESPECIAL DESTE FIM DE SEMANA

Vamos ver Golfinhos? 

 

As crianças adoram e se encantam. E nós também! É possível ver golfinhos na orla da Praia de Iracema, principalmente, próximo aos espigões. Fomos em fevereiro e, hoje, vamos novamente porque Luquinhas não foi e me cobra sempre. Vamos cedinho, entre 6 e 7 horas da manhã. Neste horário, há ainda muito local para estacionar e o calçadão já está bem movimentado com pessoas correndo, fazendo atividades físicas. Outra sugestão é levar um dinheirinho para comprar água de coco, que custa entre R$ 2 e R$ 3. Uma delícia começar o dia assim, de frente pro mar, vendo golfinhos com as crianças, tomando água de coco. Bom demais! 

 

Exposição Vaqueiros - Imagem destacada

Visitar exposições estimula imaginação, criatividade e senso crítico. Confira o roteiro que preparamos no Dragão do Mar

FÉRIAS DE BRINCAR
DICA 25 - VISITAR AS EXPOSIÇÕES NO DRAGÃO DO MAR

 

Há jeitos de ser e estar no mundo pela convicção (ou não) das incertezas. Há visões desacostumadas para o cotidiano reveladas pelas fotografias, há o vento com suas forças e resistências sobre o homem, há o nosso cavaleiro do sertão. Neste janeiro, o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura abriga cinco exposições que são convites também às crianças, para a diversão, a imaginação, a criatividade e a formação de senso crítico e opinião sobre o mundo. Visitamos todas e contamos a nossa experiência em uma manhã dedicada a olhar o mundo por outros olhares, no Museu da Cultura Cearense (MCC) e no Museu de Arte Contemporânea (MAC).

 

Não necessariamente as exposições precisam ser vistas de uma vez só. Quatro delas só estarão em cartaz até o próximo dia 28, sábado da próxima semana, mas ainda dá tempo de se programar e dividir as visitas em dias diferentes. Tente saber um pouco mais sobre cada uma, antes de levá-los. Vai facilitar sua mediação. 

 

Respeite o tempo, a paciência e a disposição das crianças. Não esqueça de levar lanche e água. Entre o MAC e o MCC demos uma parada para lanchar, tomar água e conversar um pouco sobre o que já tinha sido visto. Bom também que elas estejam vestidas com roupas leves para facilitar sentar no chão, se agachar.  Explique um pouco das regras de visitação aos museus, como não poder consumir alimentos nos espaços e tocar nas obras, mas faça isso com leveza para que a importância das visitas não se restrinja apenas às proibições e elas acabem se tornando programações chatas.

 

Fotografar essa iniciação artística dos filhos é muito bacana, mas não fique preso a isso ou a postar essa experiência nas redes sociais de maneira instantânea como ações mais importantes nesse momento. Eles precisam sentir sua entrega, sua participação ativa nessas descobertas, nesse aprendizado. Eles sentem quando você está ausente e é mais fácil que também se desinteressem bem rapidinho. Você vai perceber, ao longo dessa reportagem, que não há fotos de momentos que descrevo ou as fotos não estão tão boas. Claro, fomos pelo Vida Ciranda também, mas acompanhar e participar integralmente das descobertas deles era o mais importante para mim. 

 

Que esta viagem pela arte seja incrível para vocês! 

 

MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA (MAC)

 

1. INCERTEZA VIVA
A mostra Incerteza Viva, uma nova etapa nacional das itinerâncias da 32ª Bienal de São Paulo traz um recorte de 15 artistas e coletivos, com mediação do curador Jochen Volz - responsável pela última edição da Bienal, em 2016, a exposição traz uma riqueza de cenas, imagens, vídeos. Começamos nossa andança artística por ela, logo que o Museu abriu, às 9 horas. Deixei-me ser guiada pelo olhar deles, desde a escolha da sala ao respeito à interpretação.

A 32ª Bienal tem como eixo central a noção de incerteza a fim de refletir sobre atuais condições da vida em tempos de mudança contínua e sobre as estratégias oferecidas pela arte contemporânea para acolher ou habitar incertezas. A exposição se propõe a traçar pensamentos cosmológicos, inteligência ambiental e coletiva assim como ecologias naturais e sistêmicas.

 

Pelas telas apresentadas, deixei que eles tirassem suas próprias conclusões sobre o que viam. Na tela Lágrimas da África, de Mmakgabo Helen Sebidi, por exemplo, Gabriel compreendeu se tratar de “muitas pessoas matando monstros”. Na obra Colina índio Morto, de Pierre Huyghe, Luquinhas parou, olhou e soltou a indagação: “é uma caveira, é?”. Eu respondi que sim, eram ossos de uma pessoa que já morreu e devolvi a interrogação: "Por que você acha que ela morreu?". Recebi um “sei lá” do Luquinhas, e um “acho que não tinha comida nem água nesse lugar aí”, do Gabriel.

Nos vídeos apresentados em várias salas, eles brincaram, principalmente, de sombras, como em Um minuto atrás, de Rachel Rose. No vídeo O Peixe, de Jonathas de Andrade, Luquinhas riu um bocado do ritual em que os pescadores retém os peixes entre seus braços até o momento da morte do animal, numa espécie de abraço. "Olha, o homem tá dando carinho para ele porque ele está dodói, não é, mamãe?", disse o Lucas depois de observar o furo do anzol no bicho. Nas telas de Gilvan Samico, eles tentavam decifrar seres e comportamentos.

Um minuto atrás, de Rachel Rose

O Peixe, de Jonathas de Andrade

Telas de Gilvan Samico. Esta foto foi tirada em um outro dia, quando fui sozinha com Lucas. Do lado dele, a educadora Naiana o acompanha nas decifrações possíveis

No próximo dia 20/1/18 (sábado), às 16 horas, a turma do Núcleo Educativo do MAC realiza duas oficinas infantis a partir das gravuras de Gilvan Samico e da obra O Peixe. O Projeto Bebê Dadá traz a oficina O Peixinho, convidando bebês e seus cuidadores a conhecerem juntos a obra de Jonathas de Andrade, por meio de estímulos visuais e táteis, ministrada por Cris Soares. Em Gravolândia, as gravuras de Samico serão o mote para a produção de gravuras lúdicas, utilizando papel cartão e tinta guache, conduzida por Joellen Galvão e Marcos Filho.

Na obra Mapa-múndi, de Antônio Malta Campos, brincamos de "onde está a figura?", já que a tela verde é repleta de desenhos diversos.  Na sala "com porta de lâmpadas", como intitulou Gabriel, em que não consegui pegar o nome do artista, Luquinhas não quis papo.

Na entrada de uma outra sala, sob um texto emocionante chamado A Máscara, um espaço dedicado à Escrava Anastácia: "uma vela, uma flor branca, um copo de água limpa, uma tigela de café acabado de fazer", eram dedicados a ela, no momento de oração. O café foi representado por sementes que Lucas e Gabriel mexeram um bocado e derrubaram outro bocado, que eles juntaram depois. Conversei com eles, brevemente, sobre escravidão e lhes contei que aquele oratório era um espaço de homenagem a uma escrava que sofreu muito.

 

Contei sobre a máscara e que ainda hoje existe a escravidão. Enquanto nós juntávamos os grãos de café derramados, conversei sobre a importância de ser livre e de lutar por isso, por nós e pelos outros. Fiquei com vontade de falar que a escravidão não existe apenas quando você está fisicamente preso, mas entendi que o momento já tinha se esticado um bocado e eles estavam ansiosos por ver outras coisas. Fica a dica para conversas  com crianças maiores também. Tente sentir sempre o interesse, a disposição e o momento da criança. Às vezes, explicar demais só atrapalha. 

A Máscara

 

SERVIÇO:
Incerteza Viva fica em cartaz no MAC / Dragão do Mar até a próxima semana, dia 28 de janeiro. Visitação de terça a sexta, das 9h às 19h (acesso até as 18h30); e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Gratuito. Classificação: Livre

 

MUSEU DA CULTURA CEARENSE 
2. MERIDIANOS DE INFINITUDE
3. FRONTEIRAS - OLHAR DISTANTE 

 

Nas salas 1 e 2 do MCC, piso superior, estão as exposições "Meridianos de Infinitude" e "Fronteiras - Olhar Distante", participantes da sétima edição do Festival Encontros de Agosto, um dos principais eventos de fotografia realizados no Ceará, lançada no Dia Mundial da Fotografia, 19 de agosto.

 

Meridianos de Infinitude conta com ensaios de duas fotógrafas convidadas de Porto Alegre e dois de Montevidéu - Uruguai. Fernanda Chemale traz  o ensaio "Desordem", com imagens inspiradas nos poemas de Gisela Rodriguez; Letícia Lampert apresenta a obra "Exercícios para perder de vista"; José Pilone Costa expõe "O homem cinza" e Roberto Fernández Ibáñez apresenta os ensaios intitulados "Resiliência Terrenal" e "La Mano". A mostra teve a curadoria de Carlos Carvalho e Daniel Sosa.

 

As fotos suspensas, logo na entrada da exposição, foi a parte que os meninos mais gostaram: "vamos fazer uma assim na nossa casa, mamãe?!", propôs Gabriel. No caminho de volta para casa, ele completou a proposta: "pode ser no dia do meu aniversário de Pokémons, ajudo você a escolher umas fotos bem legais pra gente fazer igual no museu". Eu só disse: "combinado!".

A outra exposição Fronteiras - Olhar distante, na sala em frente, reúne ensaios de 20 fotógrafos cearenses, selecionados por Silas de Paula (fotógrafo, Conselheiro e Curador do Encontros de Agosto), Carlos Carvalho (fotógrafo e representante do Festival Internacional de Porto Alegre - FestFoto) e Daniel Sosa (Diretor do Centro de Fotografia de Montevidéu), que são parceiros desta edição do Festival. Os selecionados foram: Demétrio Jereissati, Emanuel Duarte, Fernando Maia, Fábio Lima, Francisco Galba Filho, Ingrid Barreira, Jean dos Anjos, João Luís de Castro Neto, Julia Braga, Marcela Elias, Marcelo Barbalho, Raquel Amapos, Ricardo Arruda, Samuel Tomé, Sérgio Carvalho, Tatiana Tavares, Thadeu Dias Bruno, Valdir Machado Neto, Weberton Skeff e William Ferreira. 

 

O trabalho de Fábio Lima chamou a atenção deles, acho que pelo colorido das imagens. Dá para explorar muito mais as duas exposições, que são riquíssimas, mas, neste dia, eles não estavam tão a fim. Com as crianças maiores é possível refletir sobre os ângulos em que as fotos foram tiradas e o que elas pensam sobre eles. Ficou bonito? O que essas fotos querem dizer? O que você entendeu? Podem brincar de dar títulos para as fotos e depois comparar entre o título dado pelas crianças e o título dado pelo autor. Pode-se mesmo estimular para que as próprias crianças tirem fotos também de ângulos menos comuns, em uma atividade posterior,  e refletir também sobre trabalhos delas, fazendo alusão ao que foi visto nas exposições.  Por que elas resolveram fotografar aquele objeto e daquela forma e não de outra? 

4. MEMÓRIA DO FUTURO EM RUÍNAS 

No piso intermediário, está a exposição Memória do Futuro em Ruínas, uma investigação sobre a Praia do Futuro em Fortaleza, a partir das contradições entre o que se pretendia alcançar com certa estrutura e as forças naturais que trazem como resistência seus processos corrosivos. Quais são as perspectivas de futuro num mundo em que as esperanças de crescimento e melhoria de condições de vida se esvaem?

 

Claro que não dá para fazer elucubrações tão maduras com eles, mas podemos falar sobre sonhos e planos que temos para o futuro. É possível que eles mudem, com o passar do tempo. Por que isso pode acontecer? Na natureza, existe sempre o que o homem sonha alcançar com determinada paisagem e o que pode mudar pela ação de fenômenos naturais, como as inundações e enchentes quando chove muito e as queimadas naturais quando o tempo está quente demais.

 

Em praias, como na Praia do Futuro, não se pode descartar os processos corrosivos, destrutivos, modificadores da maresia e do vento forte.  A partir de recortes dessa paisagem, vemos, na exposição, uma construção de possíveis ficções de um futuro para esse local em uma instalação com vídeos, fotografias e desenhos. Imaginar o futuro. Como seria se...?  É um bom exercício de aprendizagem sobre passado, presente e futuro para se fazer com eles, na exposição. 

 

Sentamos no chão, do lado de um dos vídeos, e expliquei um pouco sobre a relação dos ventos fortes com o movimento das  dunas. Destaquei o quanto é preciso respeitar o movimento, o tempo e as características das paisagens naturais. Algumas das grandes tragédias, em que muitas pessoas morrem ou perdem suas casas, por exemplo, têm muito do desrespeito dos homens. Por exemplo, não é certo construir casas em cima das dunas porque isso impede o movimento natural e pode prejudicar o homem mais tarde, com a natureza reagindo ao desrespeito de alguma maneira.

Foi o máximo de registro que consegui desta exposição. Eles já estavam bem inquietos

SERVIÇO:
As três exposições ficam em cartaz até 28 de janeiro de 2018,
sábado da próxima semana, no Museu da Cultura Cearense (MCC) / Dragão do Mar. Visitação de terça a sexta, das 9h às 19h (com acesso até as 18h30) e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Acesso gratuito. Classificação: Livre.

 

5. VAQUEIROS

Tenho uma particular afeição pela exposição Vaqueiros. Fui educadora do MCC em 2010. Por ser uma exposição de longa duração, em cartaz permanentemente,  Vaqueiros já estava lá quando trabalhei como educadora do espaço. Foi especial para mim voltar lá com eles. 🙂

Divulgação Dragão do Mar

De todas, é a exposição com mais possibilidades de interação da criança com o espaço e com mais elementos de aprendizados sobre a história dela própria, do local onde nasceu. Conhecer o vaqueiro e todos os costumes e tradições que permeiam o dia a dia dele é conhecer a essência do cearense, do ser sobrevivente da caatinga. A exposição é rica em imagens, em ambientes e fotografias que simulam o real, e em textos bem didáticos, isso quer dizer que mesmo que você não saiba nada sobre vaqueiro, é possível fazer uma visita bem informativa e repleta de curiosidades com as crianças. Todo o cenário montado enriquece a interação e a compreensão dela em relação ao que vamos explicando. É possível repassar a elas muito fatos interessantes e vivências da  chamada civilização do couro, baseada na pecuária. O vaqueiro é nosso cavaleiro do sertão. Só aí já ativa um monte de fantasias nas cabecinhas delas.

À medida que íamos adentrando a exposição, eu sempre ia fazendo uma relação da exposição com a própria história deles, dos tios, dos avôs e bisavôs, homens e mulheres guerreiros do sertão. Contei-lhes sobre o tio avô Almir, criador de algumas cabeças de gado desde quando me entendo neste mundo, vaqueiro também de seus pastos. Por ele, nossas férias tinham o acordar cedinho para tirar leite da vaca, leite mugido na mesa ou ainda no curral;  tinha a nata e  a coalhada naturais, o queijo que acompanhávamos toda a feitura na prensa;  a vendagem dos produtos, a bordo da rural desgastada, pelos comércios das redondezas, o passeio a cavalo. Ele também ferrava seu rebanho para assim não o perder pastos a fora e colocava no pescoço das vacas e bois os sinos para ajudar a encontrá-los no meio da caatinga. 

pilão e prensa de fazer queijo

Foram, talvez, os espetos de ferragem, as esporas e os sinos, instrumentos utilizados pelos vaqueiros na lida com o rebanho, que mais impressionaram Gabriel e Lucas.  Em um dos mais bonitos especiais, o jornal O POVO publicou o Especial Sertão a ferro e Fogo , em 2014. Vale apena ler e saber mais sobre as histórias e as vidas dos vaqueiros de hoje. 

casa simulada do vaqueiro

Na exposição, há uma casa simulada do vaqueiro, muita parecida com a que os bisavós maternos deles, Waldemar e Lurdinha, moravam. A vegetação da caatinga, a maneira como se exibiam e exibem ainda hoje os retratos na parede, os potes de armazenar e tomar água com os copinhos de alumínio pendurados ao lado, que eu mesma tive na casa dos meus pais, em Itapipoca. Os cavalos, os currais, o sol no dia a dia das fazendas, as porteiras. A esperança e a fé em dias melhores pela religiosidade. É uma viagem pela história até mesmo da infância de muitos de nós. 

 

 

SERVIÇO:
VAQUEIROS
A exposição é de longa duração e fica em cartaz permanentemente, no piso inferior do MCC. Visitação de terça a domingo, das 9h às 19h (acesso até as 18h30) e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Acesso gratuito. Classificação: Livre.

Banho de chuva11

Tomar banho de chuva com as crianças é tarapêutico

FÉRIAS DE BRINCAR
DICA 23 - TOMAR BANHO DE CHUVA COM A CRIANÇADA

Tenho lembranças fortes de banhos de chuva com meus pais, principalmente, no interior onde morávamos. Existia o medo do mormaço, da sujeira que vem das calhas, da gripe, mas existia sempre as gargalhadas deles ao ver nossa alegria nas brincadeiras debaixo d'água. Aprendi, desde cedo, a agradecer sempre que chovia, a festejar a chegada dela, a sorrir ao ver no horizonte as nuvens cinzas, carregadas, porque aprendi que aquelas não traziam apenas água, mas anunciavam vida. 

 

 

Nestes dias em que as chuvas têm molhado nossas terras, não tem como não sugerir aos pais que se permitam o banho de chuva com os filhos. É bom demais! Para além de ser muito divertido, recarrega as energias e nos põe em contato com a nossa própria infância, com o gosto pela brincadeira, pelo lúdico que temos todos. Ainda mais que isso, defendem os terapeutas: somos 70% água e os cristais de água têm memória. Na antroposofia, a água é inclusive transcrita por médicos, seja por banhos de banheira, de chuva, chuveiro, com água quente ou fria, com ou sem ervas.

 

A terapia pela água acredita na limpeza de impurezas do campo eletromagnético em que estamos envolvidos, o que, talvez, justifique a expressão "lavar a lama". Se assim, nada como um bom banho de chuva para limpá-lo, heim?! Se ele vem acompanhado das alegria dos filhos... Receita de uma experiência inesquecível, para você e para os pequenos!

Este banho aconteceu ontem, dia 10 de janeiro, no estacionamento do prédio onde moramos. O mais legal para o meu coração de mãe foi ver Gabriel se entregando a um momento tão legal. Nunca gostou. Começou resistente, dizendo que não gostava, que não ia de jeito nenhum. Depois que viu o irmão e eu brincando todas, ele se rendeu e veio curtir com a gente.

<3

Construção de Diorama 18

Que tal construirmos um diorama?

Tudo começou com uma pergunta do Gabriel:
- Mamãe, como eu faço para os monstros que eu desenhei ganharem vida?


Depois de pensar um pouco, lembrei de um dos momentos mais legais que eu vivi em 2017. Durante o 7º Festival Internacional de Teatro Infantil, no Encontro de Narrativas para a Infância, foram realizadas duas oficinas incríveis: Brincar com Arte Contemporânea, com Denise Nalini (SP), e A Imaginação que Brinca, com Adriana Klysis (PA), que assina o site maravilhoso Caleido, cheinho de dicas de atividades criativas para fazer com as crianças.


Experts em imaginação, criatividade e brincar livre, a partir de materiais recicláveis ou inusitados, Denise e Adriana nos guiaram por vivências inesquecíveis. A dica de hoje foi uma delas.

 

Eu já conhecia os dioramas, mais até relacionados a outras áreas. Por se tratarem de um modo de apresentação artística tridimensional, como as maquetes, via seu uso difundido em diferentes propostas, inclusive para brincar com as crianças, mas nunca tinha me posto a fazer. Com a provocação do Gabriel, achei que era a hora.


Depois de apresentar a proposta ao Gabriel e vermos juntos vários exemplos, Gabriel disse que criaríamos o Mundo dos Monstros. Pensamos em alguns detalhes, como os vulcões que Gabriel quis colocar, mas boa parte da estrutura foi surgindo muito no processo. Para construirmos o Mundo dos Monstros, utilizamos:


- Caixa de um forno elétrico que ganhamos, mas pode ser também uma caixa de sapatos;
- Folhas A4 coloridas e branca, mas pode ser também cartolinas coloridas ou folhas brancas pintadas com lápis de cor ou giz de cera;
- lápis de cor ou giz de cera;
- Fita adesiva;
- tinta guache ou tintas para artesanato, coloridas;
- pinceis;
- linhas barbante;
- pedaços de isopor;
- caixa de ovos;
- papelão;
- pedaços de tecido;
- cola isopor;
- tesoura e estilete.

 

1. Nossa primeira preocupação foi procurar uma caixa grande e larga. Encontramos esta de um forno elétrico que ganhamos. Depois, reforçamos toda ela com uma fita adesiva, porque tinha uns lados que podiam se abrir. Depois pintamos de branco toda a parte externa e colocamos para secar.

 

2. Enquanto a parte externa secava, fomos pintar pedaços de isopor que se tornariam os movimentadores dos bonecos, em cima da caixa. Também aproveitamos para cortar os desenhos dos monstros que Gabriel desenhou e para colar todos no papelão, para que ficassem mais durinhos. Depois, pegamos a caixa e pintamos a parte interna. Ele escolheu duas cores. 

 

Depois, paramos um pouco, porque Gabriel estava meio impaciente já. Fomos tomar banho para almoçar.

Onde estava o Luquinhas? Nesta manhã de dezembro, ele estava doentinho e passou a manhã dormindo. De certa forma, isso nos deu tranquilidade para trabalhar porque, na maioria das vezes, é preciso jogo de cintura para envolver crianças de idades diferentes em algumas atividades. Luquinhas ainda está para experimentar com as mãos, sentir as texturas, espalhar. Gabriel já consegue se concentrar melhor no que está sendo proposto, tem mais coordenação para trabalhos que lidam com detalhes. Sempre que trabalho com os dois, penso em algo específico para o Luquinhas que, não necessariamente, esteja ligado ao resultado final do processo, mas de experimentação dos materiais todos que estamos utilizamos. Na segunda parte de feitura do Diorama, Luquinhas até nos ajudou muito.


Depois do soninho da tarde e Luquinhas mais espertinho, continuamos.
Depois do palco pronto para receber o cenário, a primeira coisa que Gabriel pensou foi nos vulcões. Conseguimos com uma caixa de ovos simular quatro vulcões. Depois dos vulcões colados, eles pensaram em árvores, matinhos, flores, borboletas e lago. Todos, exceto as borboletas que imprimi, foram desenhados por eles, que depois os pintaram e colaram no cenário. Desistiram das flores. Acho que já estavam cansados. Não quiseram mais fazer.

 

Vieram, então, o sol e o arco-íris. Fizemos com folhas de ofício coloridas.
E Gabriel perguntou?
- Como podemos ter um arco-íris para sempre?
- Bom, que tal pensamos em uma cachoeira? Não sei se o arco-iris vai estar lá o tempo todo, mas é mais fácil vê-lo com a água, assim, em movimento, recebendo a luz do sol.

 

Conversamos um bocado sobre o processo todo. Fizemos o arco-íris com o tecido de um biquíni velho que eu tinha encostado, com uma estampa bacana de azul e branco, e até que caiu bem para o efeito da água caindo.

 

 

Já era noite quando começamos a última fase: colocar os moradores no mundo. 


Com o estilete, abri finos caminhos no topo da caixa por onde os monstros iriam caminhar, quando os manipulássemos. Cada um dos seis bonecos foi colado a uma ponta de um fio do barbante. O tamanho do fio você pode estipular e depende do tamanho que quer que ele fique suspenso no meio da caixa. Pode ser também outro tipo de fio, até mais fininho, discreto, como fio de Nylon. Utilizamos o que tínhamos em casa. 

 

 A outra ponta atravessou o caminho cortado, no topo da caixa, e foi colada ao pedaço de isopor, anteriormente pintado. É importante passar o fio também por dentro do isopor, para garantir mais segurança de que ele não se soltará.

 

E ficou pronto! Já estava perto das 21 horas. 
Foi bom dividir o processo em várias fases, pra que eles não se cansassem tanto, porque também não é tão simples fazer dioramas. Eles curtiram construir comigo e ver o resultado dos esforços deles, ali. Brincaram um bocado. No outro dia, inventaram várias histórias. Mas a empolgação não durou tanto assim. Em dois dias, o diorama já estava no canto. Como ainda estava em bom estado, resolvi pô-lo na parede do quarto deles, que curtiram! 

Você pode fazer o seu diorama com cenários e materiais diversos, com caixas maiores ou menores. Se for para fazer com as crianças, não despreze a opinião delas, por mais doidinhas ou fora da lógica "normal" que elas possam parecer. Imaginação é isso. Permita-se criar mundos fora da lógica que você, adulto, conhece. Ouça as crianças sempre. É importante que a brincadeira tenha a cara do que elas imaginaram.

 

Sempre quando penso em atividades assim, mais artísticas com eles, me preparo para uma dose extra de paciência, tão necessária no processo, a fim de que o momento seja leve e divertido, e para um possível desinteresse deles depois. No fim das contas, o valor está no construir juntos, em dividir momentos de aprendizado com as crianças, porque a criação de algo é puro aprendizado para todos que se envolvem. O saldo mais valioso é o tempo juntos, a experiência com diferentes materiais, as gargalhadas e as lembranças que ficam desses momentos. 

Espero que se divirtam com essa dica. Vou adorar receber fotos dos dioramas de vocês! =D 
Até a próxima!